Insônia
Rolo para um lado , puxo a coberta,desisto de inspecionar o teto desisto de esperar que algo surja da janela, não vai surgir. Até o barulho das patinhas de uma barata eu ouvi há uns 20 minutos,pensei até ter sido uma barata humana tentando roubar a casa. Esse relógio de pulso, na cabeceira , é muito barulhento. Mas,está há uns dois metros de mim, sem vontade pegar e desligar. Mas, como é possível algo conseguir me atrapalhar tão facilmente? Será que se eu pegar a luminária e ler ajuda? Decidido, ligo a luminária, sento,no meio da cama e abro um livro de poesias de Santo Agostinho-As Confissões. Em breve,o sono deverá vir, aliás a antologia é extensa , não consigo vencer numa só madrugada.Linhas,versos, páginas se passam e eu estou ficando mais compenetrada. Em fim, meu plano foi totalmente frustrado o que ocorreu foi o contrário.Aquele relógio de pulso tão vivo que me atormentado , agora está em minhas mãos frequentemente, não há desejo maior do que monitorar as hora...