Cachoeira
Julho a setembro. Em frente à cachoeira. Escancaro as quedas d´água Sobre o silêncio interno calado, e as águas miro, com encanto. Julho a setembro... com intensidade, a água cai gelada Eu a observo, a cachoeira que nessa época é conforto Por que, eu, de julho a setembro, sob fortes raios de sol Visitaste esta cachoeira gelada com encanto, Se vier a estiagem, eu megulho nela Se vier cabeça d´água, eu fujo A água cantou. Rodeava, aos beijos, todo o meu corpo Desmanchada em riso e flocos brancos, a espuma seguia... Com a noite o perigo chega, o caminho mais ardiloso E eu olho no céu o sol fugindo E contemplo o lugar por onde te sumiste, paisagem mais curativa Cabeça vazia, coração cheio de esperança