Motivo Viver e escrever porque estamos no momento Assim a vida se completa. Para quê expor sentimentos? Porque sou poeta. Não é só alegria Não é tristeza Sou poetiza Eu canto também Verás palavras de gozo Verás palavras de tormento Ao escrever isso me sinto bem Esse momento da palavra É único,se não o faço Eu fico inquieta É artesanato,a arte da palavra O Poeta dá de beber Aos escavadores do inconsciente No caso também escavo e Interpreto inconsciente .
Martinha era uma mulher de rotinas. Por quarenta anos, pegou o mesmo caminho até o rio antes das quatro da tarde em Cavalcante Goiás Centro Oeste do Brasil. Conhecia cada solavanco detalhe do terreno acidentado, cada curvasinha do caminho.A pesca era parte importante desua vida: aquela foi a atividade que nutriu seus 11 filhos com proteína conhecera, lá aprendeu a entender o nicho dos rios. Viu o rio encher e minguar. O progresso, porém, decidiu que o rio precisava de uma represa. A energia para as cidades longínquas exigia o sacrifício daquele vale. Os engenheiros chegaram com mapas e máquinas, falando em desenvolvimento. Para Martinha, desenvolvimentos eram aqueles que ela via nos filhos: um aprendendo a ler, outro cuidando da roça, uma filha mudando para Brasília,constituindo família e se tornando empresária. Aquele alagamento anunciado era apenas um fim.O fim da aspecto imaterial da cultura de uma quilombola de quem ela fazia parte....
Azedinha e saborosa Mas mancha os dedos Docinha e refrescante Mas,mancha a língua Colore a paisagem Enche a pompa da árvore Mas no chão cai Mancha o piso,os pés Aquilo que tem potencial Aquilo que tem função Aquilo que ora agrada, ora desagrada Isso é normal,isso é a vida Quem sente o peso de ser Deve ser ,sem o peso de errar Às vezes dá para ser uma safra de amora mais doce Basta tentar,com menos medo
Ótimo poema,amor. Ansioso por novos textos
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