Silêncio


    Manhã de quarta-feira, numa Escola Pública do DF, horário do intervalo, aproximadamente 10:45 a.m , vários adolescentes se reúnem, nos seus respectivos grupos. Atrás de uma frondosa árvore do pátio, quatro jovens bolam seus cigarros e fumam. Uma bola vinda do outro lado atravessa a quadra de society e atinge a cabeça de um deles. Um jovem alto, desengonçado, pardo ,de olhos castanhos, corre até o local para buscar a bola.


-Só podia ter sido esse idiota mesmo- Diz Cabeça, um dos adolescentes que estavam ali embaixo da árvore. 


-Esse moleque é muito chato mesmo- Retruca Mateus, enquanto acende o seu cigarro.



-Foi mal, gente. Estou treinando umas bolas altas hoje.- Se desculpou Carlos e continuou- O que vocês estão fazendo? Sabiam que é proibido fumar maconha aqui na escola, né? A diretora já afirmou em sala de aula.



- Cai fora ,retardado, isso aqui é só tabaco.



    Carlos voltou a jogar futebol na quadra, esse era uma das atividades em que o jovem se destacava, apesar de suas notas que não tem sido tão boas, nos últimos 2 anos, mas estavam melhorando. Agora, o jovem ia à terapia com a psicopedagoga, 4 vezes no mês.



Debaixo da sombra da árvore , Bigode e os outros 3 colegas riam de Carlos indo até a quadra. 



-Deixa o moleque em paz. Não sabe que ele tem uns problemas aí de cabeça? 



-Ele é um "prego" isso sim. Só se faz de aluno especial para ter atenção daquela psicóloga gostosa. 



    O intervalo termina, todos os alunos voltam para suas salas de aula. Durante o restante do período de aula, foi avisado aos alunos que nessa tarde teriam uma oficina de profissões e durante o resto da semana também. O horário seria às 15 horas com a presença de diversos profissionais de várias profissões. O sinal toca todos os alunos saem da escola ,alguns decidem almoçar em restaurantes próximos dali, outros vão para casa, porque moram nas proximidades.



    Em frente a escola  alguns alunos , escutam músicas no carro de um antigo aluno que foi buscar o irmão, o nome dele era Ryan, irmão de Tiago. Próximos ao carro estavam os quatro amigos, dessa vez, bolando um cigarro de maconha. Mateus; Tiago; Cabeça e Bigode fumavam e dividiam as tragadas, o ex aluno da escola também participava.



Carlos se aproximou , pois adorava carros rebaixados e com muito som nas portas.



-Carro bonito, adorei os graves dos "cara preta".



-Você gosta de som automotivo, moleque? -Perguntou Ryan



-Gosto bastante, inclusive já fui em várias competições aqui no DF.



Ryan estava com o cigarro e o ofereceu para Carlos.



-Obrigado, cara. Não posso , porque minha dose de Cannabis diária é a recomendada pelo meu médico. Ajuda no meu transtorno. Não posso exceder.



-Pode crer, moleque. Ele é amigo de vocês? 



-Credo, esse menino aí é super chato! É da nossa turma-Retrucou Cabeça.



-Vocês irão almoçar onde, antes desse evento aí da escola? -Perguntou Ryan



-Acho que vamos lá comer no restaurante perto da farmácia, lá embaixo.



- Você deixa a gente lá, Ryan? 



-Deixo, sim ,maninho.



    Carlos de despediu e seguiu de bicicleta, 2 quadras depois, o carro de Ryan para e precisou chamar o guincho. Então, ficaram os 5 ali , esperando pelo guincho. De longe, avistam Carlos chegando de bicicleta e entrando na casa , em frente de onde estavam aguardando o reboque para o carro.



    Ryan vai até Carlos e o menino os convida para entrarem. O garoto estava sozinho em casa, mas o almoço já estava pronto. Seus pais tinham um comércio mais distante de casa e deixavam tudo preparado para o filho. Carlos convida a todos para o almoço, 30 minutos depois de almoçarem, Ryan recebe uma ligação, o guincho já tinha chegado para levar o carro. 


        

    Os demais ficam com o jovem anfitrião , jogam videogame.



-Até que o Carlos não é tão otário assim. Comenta cabeça em voz baixa.



-Nossa, que calor! Vamos lá na cachoeirinha do Parque? Damos um mergulho rápido e voltamos para a escola. -Sugeriu Mateus.



-Nunca fui nessa cachoeira. Fica longe? - Perguntou Carlos.



- Fica bem pertinho daqui. Não demora nem 20 minutos à pé. Vai amarelar Carlos?



-Vou só avisar meus pais e vamos.



-Mas, é um filhinho de papai, mesmo?



    Todos riram de Carlos. Mesmo relutante em sair antes da palestra da escola sem avisar pais, o garoto foi com os colegas da escola, afinal prometeram que todos voltariam para a oficina de profissões. 



    -Carlos, não esquece de levar aquele receita especial do seu médico. -Disse cabeça com a risada maliciosa.



   - Sempre levo comigo na mochila.



        Os adolescentes saíram da casa de Carlos e seguiram em direção ao Parque, no caminho Mateus teve a ideia de comprar umas bebidas na distribuidora, levaram uma garrafa de Vodka e  algumas garrafas de corote.



    Após 25 minutos, os 5 colegas chegaram ao Parque , fizeram a trilha , nadaram na pequena queda d´água. Todos sentaram na beira do pequeno riacho para beber o que levaram.



    -Carlos, cadê sua receitinha?



    Carlos abriu a mochila e tirou um frasquinho, um vidro com a solução de canabidiol. Cabeça ficou sem entender e achou que Carlos o estava enganando.



    - É assim ,mesmo , Cabeça, achou que era a erva? - Comentou e riu Bigode.- 



     -Sei lá, achei que era, véi!



    Todos riram e Carlos guardou o vidro. Cabeça ficou constrangido, achou que o colega estava querendo fazê-lo passar vergonha na frente dos outros. O alarme de Tiago tocou, faltavam 20 minutos para o início da palestra, se todos saíssem naquele momento , conseguiriam assistir sem problemas, mesmo que com atraso.


   

Chegaram na escola, assistiram às palestras e foram para casa.


    

    No dia seguinte, quinta-feira, no mesmo horário do intervalo, Cabeça, Bigode, Mateus e Tiago foram para trás da árvore fumar.



        Carlos , seguiu sua rotina de jogar futebol na quadra da escola. Após o intervalo, na aula, seriam apresentados alguns seminários de Biologia . Um dos grupos , do qual Carlos era integrante apresentou sobre déficit de atenção grave e as medicações adjuvantes com canabidiol.


    No momento final da apresentação , o  jovem deu o seu depoimento de convívio com a doença:


 - É muito importante momentos de aprendizados assim, porque muitos alunos não sabem a diferença entre a maconha para o uso recreativo e a medição derivada. Não é mesmo , Cabeça? 



    Nesse mesmo momento da brincadeira final de Carlos, a face de cabeça ficou completamente vermelha e quente. Seu olhar de fúria foi em direção a Carlos, enquanto toda turma ria da brincadeira.



  A aula terminou, a maioria dos alunos foram embora para almoçar, descansar para se prepararem para as palestras daquela tarde.


    

    Os quatros jovens foram convidados novamente por Carlos para almoçarem na casa dele. Os colegas , aceitaram. 



    Após o almoço, o dono da casa, foi ao banheiro, quando estava voltando, ouviu os colegas contando de um assalto que tinham feito, na semana retrasada. Contavam e riam de como roubaram um carro de um idoso, mas não conseguiram levar , porque o carro tinha corta corrente.



     Mateus fez o convite para a cachoeira novamente, Carlos não quis ir, ficou receoso , ao descobrir o mau caratismo desconhecido dos colegas. Tiago e Mateus insistiram tanto que o jovem acabou aceitando , mais por medo de que os colegas desconfiassem que ele soubesse de algo.



    Os adolescentes foram até o parque , nadaram, beberam. Só que dessa vez , Cabeça tinha uma surpresa. Tirou da mochila um saquinho transparente cheio de cocaína.



-Que isso,cara? Está esbanjando! - Bigode riu e pegou o saquinho para conferir a qualidade da droga - Ainda é das melhores. 



-Então, começaram a cheirar cocaína ali mesmo. 



    Carlos recusou. 



    Nesse dia passaram da hora, mas decidiram voltar todos para escola, antes das 16 horas. A última palestra começaria 17 horas. Vestiram suas roupas, pegaram seus pertences. Quando Carlos pegou sua mochila, derrubou o restante do pacotinho de cocaína de Cabeça.



- Seu idiota! Agora você vai ter que me pagar por ela. 



- Não vou pagar nada, se me ameaçar conta para polícia do roubo de vocês.- Como você sabe disso ? Perguntou Bigode



Cabeça começou a bater em Carlos, Mateus e Tiago acompanharam o colega ,com pontapés na barriga do garoto caído.



-Você estão loucos, Cabeça? Disse Bigode



Carlos apanhou tanto que desmaiou, após 10 min acordou, depois de despertar após todos os socos que levou dos garotos. Ainda sonolento tenta levantar.



Os colegas saíram e o deixaram para trás.



Carlos levantou  e gritou 



-Nossa, Cabeça você é um idiota, apela com qualquer coisa o que foi que eu te fiz?



- Você me respeita , seu moleque otário. Retrucou cabeça, voltou em direção a Carlos, enquanto ameaçou dar outro soco em Carlos. Bigode o segurou.



Tiago e Mateus foram embora, não queriam se atrasar para as palestras. Cabeça decidiu voltar também e acompanhou Bigode.



- Você é um covarde, Cabeça- gritou Carlos, enquanto levantava.




    Cabeça ficou enfurecido novamente , voltou na direção de Carlos e deu mais socos. Bigode ficou olhando de longe. Carlos ficou desacordado novamente. 



-Vamos deixar ele uma noite de castigo aqui, ele vai mudar de ideia e fechar o bico.- Disse Bigode, enquanto amarrava o colega.



- Vamos matar logo ele, acabar logo com isso- Disse Cabeça



-Não precisa disso, Cabeça. Ele não tem coragem de falar.



    Mateus e Tiago ficaram com medo, mas não ajudaram Carlos foram embora. Seguiram em direção à trilha do parque.


     Nesse momento, Cabeça pegou a garrafa de Vodka , do dia seguinte que ainda estava em sua mochila e despejou em Carlos e acendeu um fósforo e ateou fogo em Carlos.


    Carlos gritava implorava por misericórdia. Não foi socorrido, Bigode assistiu o colega sendo consumido pelas chamas até ele ter um choque hemorrágico e morrer.

Os dois foram embora  e não comentaram mais sobre isso.



De longe, Mateus e Tiago ouviam os fritos e sentiam o cheiro da fumaça, mas nada fizeram foram até a escola, assistiram a palestra.O silêncio continuou,era como se nada tivesse acontecido.



 


    Manhã de quarta-feira, numa Escola Pública do DF, horário do intervalo, aproximadamente 10:45 a.m , vários adolescentes se reúnem, nos seus respectivos grupos. Atrás de uma frondosa árvore do pátio, quatro jovens bolam seus cigarros e fumam. Uma bola vinda do outro lado atravessa a quadra de society e atinge a cabeça de um deles. Um jovem alto, desengonçado, pardo ,de olhos castanhos, corre até o local para buscar a bola.


-Só podia ter sido esse idiota mesmo- Diz Cabeça, um dos adolescentes que estavam ali embaixo da árvore. 


-Esse moleque é muito chato mesmo- Retruca Mateus, enquanto acende o seu cigarro.



-Foi mal, gente. Estou treinando umas bolas altas hoje.- Se desculpou Carlos e continuou- O que vocês estão fazendo? Sabiam que é proibido fumar maconha aqui na escola, né? A diretora já afirmou em sala de aula.



- Cai fora ,retardado, isso aqui é só tabaco.



    Carlos voltou a jogar futebol na quadra, esse era uma das atividades em que o jovem se destacava, apesar de suas notas que não tem sido tão boas, nos últimos 2 anos, mas estavam melhorando. Agora, o jovem ia à terapia com a psicopedagoga, 4 vezes no mês.



Debaixo da sombra da árvore , Bigode e os outros 3 colegas riam de Carlos indo até a quadra. 



-Deixa o moleque em paz. Não sabe que ele tem uns problemas aí de cabeça? 



-Ele é um "prego" isso sim. Só se faz de aluno especial para ter atenção daquela psicóloga gostosa. 



    O intervalo termina, todos os alunos voltam para suas salas de aula. Durante o restante do período de aula, foi avisado aos alunos que nessa tarde teriam uma oficina de profissões e durante o resto da semana também. O horário seria às 15 horas com a presença de diversos profissionais de várias profissões. O sinal toca todos os alunos saem da escola ,alguns decidem almoçar em restaurantes próximos dali, outros vão para casa, porque moram nas proximidades.



    Em frente a escola  alguns alunos , escutam músicas no carro de um antigo aluno que foi buscar o irmão, o nome dele era Ryan, irmão de Tiago. Próximos ao carro estavam os quatro amigos, dessa vez, bolando um cigarro de maconha. Mateus; Tiago; Cabeça e Bigode fumavam e dividiam as tragadas, o ex aluno da escola também participava.



Carlos se aproximou , pois adorava carros rebaixados e com muito som nas portas.



-Carro bonito, adorei os graves dos "cara preta".



-Você gosta de som automotivo, moleque? -Perguntou Ryan



-Gosto bastante, inclusive já fui em várias competições aqui no DF.



Ryan estava com o cigarro e o ofereceu para Carlos.



-Obrigado, cara. Não posso , porque minha dose de Cannabis diária é a recomendada pelo meu médico. Ajuda no meu transtorno. Não posso exceder.



-Pode crer, moleque. Ele é amigo de vocês? 



-Credo, esse menino aí é super chato! É da nossa turma-Retrucou Cabeça.



-Vocês irão almoçar onde, antes desse evento aí da escola? -Perguntou Ryan



-Acho que vamos lá comer no restaurante perto da farmácia, lá embaixo.



- Você deixa a gente lá, Ryan? 



-Deixo, sim ,maninho.



    Carlos de despediu e seguiu de bicicleta, 2 quadras depois, o carro de Ryan para e precisou chamar o guincho. Então, ficaram os 5 ali , esperando pelo guincho. De longe, avistam Carlos chegando de bicicleta e entrando na casa , em frente de onde estavam aguardando o reboque para o carro.



    Ryan vai até Carlos e o menino os convida para entrarem. O garoto estava sozinho em casa, mas o almoço já estava pronto. Seus pais tinham um comércio mais distante de casa e deixavam tudo preparado para o filho. Carlos convida a todos para o almoço, 30 minutos depois de almoçarem, Ryan recebe uma ligação, o guincho já tinha chegado para levar o carro. 


        

    Os demais ficam com o jovem anfitrião , jogam videogame.



-Até que o Carlos não é tão otário assim. Comenta cabeça em voz baixa.



-Nossa, que calor! Vamos lá na cachoeirinha do Parque? Damos um mergulho rápido e voltamos para a escola. -Sugeriu Mateus.



-Nunca fui nessa cachoeira. Fica longe? - Perguntou Carlos.



- Fica bem pertinho daqui. Não demora nem 20 minutos à pé. Vai amarelar Carlos?



-Vou só avisar meus pais e vamos.



-Mas, é um filhinho de papai, mesmo?



    Todos riram de Carlos. Mesmo relutante em sair antes da palestra da escola sem avisar pais, o garoto foi com os colegas da escola, afinal prometeram que todos voltariam para a oficina de profissões. 



    -Carlos, não esquece de levar aquele receita especial do seu médico. -Disse cabeça com a risada maliciosa.



   - Sempre levo comigo na mochila.



        Os adolescentes saíram da casa de Carlos e seguiram em direção ao Parque, no caminho Mateus teve a ideia de comprar umas bebidas na distribuidora, levaram uma garrafa de Vodka e  algumas garrafas de corote.



    Após 25 minutos, os 5 colegas chegaram ao Parque , fizeram a trilha , nadaram na pequena queda d´água. Todos sentaram na beira do pequeno riacho para beber o que levaram.



    -Carlos, cadê sua receitinha?



    Carlos abriu a mochila e tirou um frasquinho, um vidro com a solução de canabidiol. Cabeça ficou sem entender e achou que Carlos o estava enganando.



    - É assim ,mesmo , Cabeça, achou que era a erva? - Comentou e riu Bigode.- 



     -Sei lá, achei que era, véi!



    Todos riram e Carlos guardou o vidro. Cabeça ficou constrangido, achou que o colega estava querendo fazê-lo passar vergonha na frente dos outros. O alarme de Tiago tocou, faltavam 20 minutos para o início da palestra, se todos saíssem naquele momento , conseguiriam assistir sem problemas, mesmo que com atraso.


   

Chegaram na escola, assistiram às palestras e foram para casa.


    

    No dia seguinte, quinta-feira, no mesmo horário do intervalo, Cabeça, Bigode, Mateus e Tiago foram para trás da árvore fumar.



        Carlos , seguiu sua rotina de jogar futebol na quadra da escola. Após o intervalo, na aula, seriam apresentados alguns seminários de Biologia . Um dos grupos , do qual Carlos era integrante apresentou sobre déficit de atenção grave e as medicações adjuvantes com canabidiol.


    No momento final da apresentação , o  jovem deu o seu depoimento de convívio com a doença:


 - É muito importante momentos de aprendizados assim, porque muitos alunos não sabem a diferença entre a maconha para o uso recreativo e a medição derivada. Não é mesmo , Cabeça? 



    Nesse mesmo momento da brincadeira final de Carlos, a face de cabeça ficou completamente vermelha e quente. Seu olhar de fúria foi em direção a Carlos, enquanto toda turma ria da brincadeira.



  A aula terminou, a maioria dos alunos foram embora para almoçar, descansar para se prepararem para as palestras daquela tarde.


    

    Os quatros jovens foram convidados novamente por Carlos para almoçarem na casa dele. Os colegas , aceitaram. 



    Após o almoço, o dono da casa, foi ao banheiro, quando estava voltando, ouviu os colegas contando de um assalto que tinham feito, na semana retrasada. Contavam e riam de como roubaram um carro de um idoso, mas não conseguiram levar , porque o carro tinha corta corrente.



     Mateus fez o convite para a cachoeira novamente, Carlos não quis ir, ficou receoso , ao descobrir o mau caratismo desconhecido dos colegas. Tiago e Mateus insistiram tanto que o jovem acabou aceitando , mais por medo de que os colegas desconfiassem que ele soubesse de algo.



    Os adolescentes foram até o parque , nadaram, beberam. Só que dessa vez , Cabeça tinha uma surpresa. Tirou da mochila um saquinho transparente cheio de cocaína.



-Que isso,cara? Está esbanjando! - Bigode riu e pegou o saquinho para conferir a qualidade da droga - Ainda é das melhores. 



-Então, começaram a cheirar cocaína ali mesmo. 



    Carlos recusou. 



    Nesse dia passaram da hora, mas decidiram voltar todos para escola, antes das 16 horas. A última palestra começaria 17 horas. Vestiram suas roupas, pegaram seus pertences. Quando Carlos pegou sua mochila, derrubou o restante do pacotinho de cocaína de Cabeça.



- Seu idiota! Agora você vai ter que me pagar por ela. 



- Não vou pagar nada, se me ameaçar conta para polícia do roubo de vocês.- Como você sabe disso ? Perguntou Bigode



Cabeça começou a bater em Carlos, Mateus e Tiago acompanharam o colega ,com pontapés na barriga do garoto caído.



-Você estão loucos, Cabeça? Disse Bigode



Carlos apanhou tanto que desmaiou, após 10 min acordou, depois de despertar após todos os socos que levou dos garotos. Ainda sonolento tenta levantar.



Os colegas saíram e o deixaram para trás.



Carlos levantou  e gritou 



-Nossa, Cabeça você é um idiota, apela com qualquer coisa o que foi que eu te fiz?



- Você me respeita , seu moleque otário. Retrucou cabeça, voltou em direção a Carlos, enquanto ameaçou dar outro soco em Carlos. Bigode o segurou.



Tiago e Mateus foram embora, não queriam se atrasar para as palestras. Cabeça decidiu voltar também e acompanhou Bigode.



- Você é um covarde, Cabeça- gritou Carlos, enquanto levantava.




    Cabeça ficou enfurecido novamente , voltou na direção de Carlos e deu mais socos. Bigode ficou olhando de longe. Carlos ficou desacordado novamente. 



-Vamos deixar ele uma noite de castigo aqui, ele vai mudar de ideia e fechar o bico.- Disse Bigode, enquanto amarrava o colega.



- Vamos matar logo ele, acabar logo com isso- Disse Cabeça



-Não precisa disso, Cabeça. Ele não tem coragem de falar.



    Mateus e Tiago ficaram com medo, mas não ajudaram Carlos foram embora. Seguiram em direção à trilha do parque.


     Nesse momento, Cabeça pegou a garrafa de Vodka , do dia seguinte que ainda estava em sua mochila e despejou em Carlos e acendeu um fósforo e ateou fogo em Carlos.


    Carlos gritava implorava por misericórdia. Não foi socorrido, Bigode assistiu o colega sendo consumido pelas chamas até ele ter um choque hemorrágico e morrer.

Os dois foram embora  e não comentaram mais sobre isso.



De longe, Mateus e Tiago ouviam os fritos e sentiam o cheiro da fumaça, mas nada fizeram foram até a escola, assistiram a palestra.O silêncio continuou,era como se nada tivesse acontecido.



 








 Imagem : Joseph-Vickers-Deville-The-Silent-Pool

    



    







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