A tal da Superioridade

 


    Almoço de família, num domingo comum , o dia do descanso entre familiares em churrascos nas suas casas. Momentos com muitas memórias afetivas para aqueles que possuem esse hábito.
    Na televisão, passava umas reportagem acerca de uma série de ataques que aconteciam nas escolas, crianças perversas entravam nas escolas para matar outras crianças. Começou um alvoroço entre os familiares ali, todos desejavam dar suas opiniões.

"As crianças são perfeitas." "Não há maldade nelas" Disse uma as mães presentes.

Na cabeça que Laila isso é impossível de imaginar sem filho tão pequeno, nunca faria algo assim.

  Essa mãe acreditava que as crianças são inocentes que o mal não está nelas ainda. Certamente, essas pessoas não acreditam que a depravação está em todo o ser humano, desde o pecado original. 

    O almoço acabou, a semana começou com todas as suas obrigações e rotinas para aquela família.
    O filho de Laila estudava em uma escola classe perto de sua quadra , a mãe o deixava e se dirigia para o trabalho todos os dias.
 

    Manhã de quinta-feira, um grupo de colaboradores da limpeza de uma escola, preparavam-se para fazer a limpeza do pátio, quando as crianças saíssem das salas era o momento de fazer a limpeza desses locais.
    As crianças saíram entre elas o filho de Laila, o garoto joga uma casca de banana no chão, uma colaboradora da limpeza pede para que não faça  mais isso.

- Não gosto de você , tia.

- Por quê?

- Não gosto de pessoas com o cabelo como o seu!


- Deixa de ser mal educado, menino.- Advertiu um outro funcionário da limpeza.

-Seu demônio, saia daqui! Disse  o menino de 4 anos de idade com todo o fôlego possível. 

     Disse o menino inocente e perfeito imaculado pela mãe para uma mulher de 42 anos com os cabelos crespos como o seu, porém aparados por um corte de máquina número 3, porque assim como sua mãe sempre dizia tinha que ficar alinhando e não feio e natural.



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