Abacaxi defenestrado
Pela janela fluem os sonhos e os tormentos do galego.
Defenestrando a si mesmo , após um dia de diversão. Na sua mente,corriam
rápidos flashs dos seus momentos mais gloriosos da adolescência.
As aulas em que ele foi o centro,por causa da zoeira e do tanto que fez alguns professores odiarem a profissão.
Das tardes comendo pastel e pamonha na pastelaria Dois Irmãos do Mercado Norte.
Mais tarde m que foi o rei da balada , o patrocinador dos combos , as longas viagens de caminhão, na profissão que herdou do pai garantiram o sustento e a diversão.
Das cargas de abacaxi,cujas palhas carragavam também outros volumes não descritos na nota fiscal do frete.
Às vezes, galego confessa ter passando do ponto , tal como a vez em que esfaqueou um moleque que roubou um abacaxi de sua carga. Esse tempo foi complicado, teve que fugir da polícia para não ser encontrado ,mudou de endereço. A vida seguiu,tudo se acalmou.Ele.voltou para casa ,disse agora estar mais calmo,mas a fama de perigoso o cercou. Tudo ia passar aquela impulsividade também. Anos depois, numa viagem com a namorada o Galego já não conseguia vencer os pensamentos intrusivos , parece que a angústia da insignificância o cercou. Agora , eram muitas dívidas , a vida precisa seguir. Trabalho, trabalho, as festas não preenchem mais, as doraga não destraem mais. A vida ainda não faz sentido. Não é só culpa que ele sente, o que ele não sente também faz falta , o vazio engole.
Pela janela ele se denefresta. Naqueles que deveriam ser dias de descanso,se tornou o escape final dele.
Pela janela agora se observa o fim que ele levou, um salto fatal.Aquele que fez muitas coisas ruins , no final, entrou em desespero pela angústia.
Um novo quebra cabeças se inicia para a família, impossível solução para os que ficam, doloroso e real.
O tema é difícil,mas necessário.
CVV : Centro de Valorização pela Vida 188
Ótimo texto, adorei a crítica! Ansioso pelos próximos!
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