Elevador



Sentia uma sensação estranha, compartilhar era difícil.

Até era possível,mas a maioria atribuiria a algo espiritual.

Em meu sonho ,me sentia prisioneira, as cenas se repetiam. Em um elevador eu estava há bons minutos. Até chegava em andares e pediam para que eu esperasse em uma recepção ,servida de uma xícara de bebida quente, quem sabe chá,não me recordo. Olhava para a xícara e para outra pessoa que esperava. Cansei de esperar , decidi sair ,não tão à francesa. Em outros andares ,parecia que tudo se repetia, até as pessoas que comigo esperavam.

Uma angústia estranha, vontade de sair e ir resolver minhas outras atividades. Até o movimento do elevador subia e descia, mas também me transportava para a esquerda e para a direita iria para frente e para trás. Sentia-me como um boneco mecânico.  

Acordei , percebi que estava numa rede de balanço amarela. Com o Kindle na mão, percebi que não estava sozinha no espaço. Um rapaz de cabelos lisos ,curtos e escuros epstava ao meu lado.Nossos braços entrelaçados, senti paz ,descobri , finalmente, para onde eu desejava ir.


Conto biográfico baseado em uma epifania cotidiana e dedicado ao meu namorado Gabriel.



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