Às margens do eterno rio
Às margens do eterno rio
Dá-me um coração que não segue
passos do escarnecedores
Nem na vereda obscura eu me detenha
Antes, meu coração guarde no íntimo
A lei do céu, jardim do seu querer.
Como árvore plantada à fonte viva,
Seus ramos estendem frutos ao sol;
Folhas que não secam, raízes profundas —
Tempo nem tormenta abalam sua voz.
Afaste-me de cair pelas vozes ímpias
Que eu não seja palha ao vento errante,
Sem rumo, sem lugar, sem proteção;
Porque esses no juízo não resistem à tempestade, são desfeitos
no sopro da própria ilusão.
O caminho justo é conhecido por Ti, Eterno
E o mal, como sombra, se esvai no além.
Quem dança com a luz do rio eterno
Encontra, em suas águas, o amanhã.
Adorei o texto, amor. Ansioso pelos próximos!
ResponderExcluirAmei amiga, show, parabéns
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